martedì 4 marzo 2014

pc 3 marzo - il mondiale assassino del Brasile - campagna anvhe in Italia della Rete nazionale - testo denuncia dei compagni Liga operaria del Brasile

12 mortes nos Estádios da Copa da FIFA

fev 20th, 2014 | By | Category: Liga Operária
Ao contrário do que é divulgado, já chegam a 12 as mortes de operários nas obras de construção ou reforma dos estádios que serão palco dos jogos ou dos treinos da Copa da Fifa. E ainda é um número subestimado pois as construtoras escondem o número real de acidentes de trabalho, mutilações e mortes. As obras dos estádios da Fifa se transformaram em verdadeiros cativeiros, com os operários, em sua maioria aliciados em regiões pobres e distantes do país, sob promessa de bons salários e depois alojados em condições precárias, fragilizados e submetidos a precaríssimas condições de trabalho, sem adoção pelas empresas das devidas medidas individuais e coletivas de proteção, excesso de jornada, trabalho noturno e até trabalho escravo. Esses abusos somados a pressão para o cumprimento de apertados cronogramas para execução das obras, o excesso de jornada de trabalho e horas extras, são as causas dos denominados “acidentes de trabalho”, na verdade crimes premeditados cometidos pela ganância da patronal, Fifa e governo.
Os crimes cometidos pela Fifa, empreiteiras e governo:
03/10/2011 - Arena do Grêmio – Porto AlegreJOSÉ ELIAS MACHADO, 40 anos, trabalhador da OAS, natural da cidade de Juru – Paraíba, fazia a travessia entre o alojamento dos funcionários e o canteiro de obras do estádio, às margens da BR-290, quando foi atropelado fatalmente.  Em protesto contra a morte de José Elias, seus colegas de trabalho incendiaram os alojamentos.
11/06/2012Estádio Nacional /Mané Garrincha – BrasíliaJOSÉ AFONSO DE OLIVEIRA RODRIGUES, 21 anos, ajudante de carpinteiro, natural de Campo Largo – Piauí, sofreu queda do ponto mais alto da obra do estádio Mané Garrincha, após a madeira do andaime do pilar ceder ha mais de 30 metros de altura. Ele havia sido designado para trabalhar em um dos locais mais perigosos da obra, sem o treinamento necessário para trabalhar nessa situação e o local não tinha o cabo guia para prender o cinto de segurança, além da madeira do assoalho do andaime estar deteriorada.
  Mineirão
19/07/2012 - Estádio do Mineirão – Belo HorizonteANTÔNIO ABEL DE OLIVEIRA, 55 anos, armador, natural do Piauí, se sentiu mal durante o trabalho e chegou morto ao Hospital Odilon Behrens, com parada cardiorrespiratória. O operário morreu de exaustão.
06/12/2012Arena do Grêmio – Porto Alegre - DIEGO BAPTISTA, 32 anos, apontador, empregado de uma empresa terceirizada da OAS, na Arena do Grêmio, quando chegava ao trabalho,  foi morto com três tiros nas imediações da obra.
Arena Grêmio
23/01/2013 - Arena do Grêmio – Porto Alegre - ARACI DA SILVA BERNARDES -  funcionário da Epplan Construtora Ltda, empresa terceirizada da OAS que executa as obras da Arena do Grêmio. Ele trocava uma luminária no estádio quando sofreu uma descarga elétrica, caiu de uma altura de três metros e morreu.
28/03/2013 - Arena Amazônia – Manaus - RAIMUNDO NONATO LIMA COSTA, 49 anos, pedreiro, caiu fatalmente enquanto trabalhava sobre uma viga a 4 metros de altura.
IML recolheu o corpo do operário na madrugada de sexta feira
IML recolheu o corpo do operário na madrugada de sexta feira da paixão
15/04/2013 – Arena Palestra / Palmeiras– São Paulo -  CARLOS DE JESUS, 34 anos, operário, natural de Araci (BA), morreu atingido por uma viga de 03 toneladas no desabamento e outro operário ficou gravemente ferido.
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27/11/ 2013  - Arena Corinthians – São Paulo - FÁBIO LUIZ PEREIRA, 42 anos, operador, natural de Limeira (SP)  e RONALDO OLIVEIRA DOS SANTOS, 44 anos, montador,  natural de Fortaleza (CE) morreram após a queda do guindaste que levantava uma peça da cobertura do estádio.
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14/12/2013 - Arena Amazônia – Manaus - MARCLEUDO DE MELO FERREIRA, 22 anos, operário, natural do Ceará, que trabalhava na instalação dos refletores do estádio no turno da madrugada caiu fatalmente de 35 metros de altura.
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Marcleudo caiu em cima das cadeiras do estádio e não resistiu
Marcleudo caiu em cima das cadeiras do estádio e não resistiu
14/12/2013 - Arena Amazônia – Manaus –  JOSÉ ANTÔNIO DA SILVA NASCIMENTO, 49 anos, operário,  que trabalhava no serviço de limpeza e terraplanagem, teve um infarto enquanto trabalhava.
07/02/2014 - Arena Amazônia – Manaus - ANTÔNIO JOSÉ PITA MARTINS, 55 anos, técnico-operador , natural de Portugal, trabalhava na desmontagem de um guindaste quando foi atingido na cabeça por uma peça metálica durante desmonte, morreu durante cirurgia de urgência, devido ao traumatismo craniano que sofreu.
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Outros acidentes nos Estádios da Copa da FIFA
05/08/2011-  ( Estádio Mineirão – MG). O operário Claudilon Lima Pereira, 23 anos, que atuava como armador nas obras do Mineirão para a Copa do Mundo de 2014, caiu em um tubulão de 12 metros de altura, o acidente aconteceu quando a armadura estava sendo montada e um dos pontaletes que calçava a armadura cedeu causando diversas escoriações no operário.
16/08/2011 (Estádio Maracanã – RJ). Carlos Felipe da Silva Pereira sofreu ferimentos após a explosão de um barril que cortava com um maçarico. O recipiente continha gás e estourou enquanto era partido.
03/10/2011 (Arena do Grêmio – Porto Alegre).  Em protesto contra a morte do colega de trabalho,  José Elias, operários incendiaram os alojamentos.
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Complexo de três prédios foi incendiado pelos funcionários em protesto
07/08/2012 (Estádio Nacional – Mané Garrincha – Brasília)  O acidente  feriu cinco operários no canteiro de obras. A estrutura que sustentava uma das vigas do estádio desabou ferindo os operários. Um deles ficou preso às ferragens por cerca de três horas até conseguir ser resgatado. Jeferson Neves de Almeida, 23 anos, José Amiltom Sousa, 33, Antônio José Alves da Silva, 27, Silvano Santos Silva, 33, e Francisco Gusmão, 62.
10/12/2012 (Arena Pantanal – Cuiabá)  Marcos Lopes da Silva, de 34 anos, ele foi atingido por uma barra de ferro, sobreviveu.
24/04/2013 (Arena Castelão – Fortaleza) Dois operários que faziam a manutenção se desequilibraram com o rompimento do cabo. Felizmente, eles conseguiram se equilibrar e evitar ferimentos maiores. Os operários chegaram a rolar na estrutura coberta, quando conseguiram se segurar para não cair de altura superior a 100 metros.
09/05/2013 (Arena das Dunas -  NATAL – RN) Edson Wenis, de 36 anos, caiu de uma altura de mais de cinco metros.

pc 3 marzo - un dibattito nel Soccorso Rosso Internazionale che ci deve interessare

L’organismo Compagne e Compagni per la costruzione del Soccorso Rosso in Italia (CCCPSRI) è stato costituito agli inizi del 2006 da un gruppo di compagne e compagni di varie città italiane, già impegnati in passato in attività contro la repressione e il carcere.
Questo, per promuovere nel proprio paese la solidarietà di classe, la lotta contro la repressione e la controrivoluzione, la lotta contro il carcere, la solidarietà nei confronti dei rivoluzionari prigionieri e favorire in questo campo il dibattito e soprattutto una pratica conseguente, per contribuire a costruire il Soccorso Rosso in Italia.
La scelta di creare un organismo simile derivava anche dal fatto che una serie di organismi in Europa, rispondendo a una proposta nata dalla “Piattaforma del 19 Giugno 1999”, da alcuni anni aveva avviato un lavoro per la costruzione di un Soccorso Rosso Internazionale, allo scopo di lottare contro tutte le forme di repressione di classe e di controrivoluzione e di sostenere materialmente e politicamente i prigionieri/e rivoluzionari/e, quali esperienze dirette e concrete di un antagonismo con una finalità rivoluzionaria, nell’assoluta consapevolezza che su queste tematiche occorrevano un coordinamento e un’organizzazione anche oltre i confini nazionali.
Il CCCPSRI ha iniziato la sua attività volta a sviluppare la solidarietà di classe nei confronti dei compagni colpiti dalla repressione e dei prigionieri politici detenuti nelle carceri sia in Italia che all’estero. Ha organizzato momenti di confronto e di analisi, ha partecipato ad assemblee e manifestazioni, ha prodotto diversi materiali informativi e di controinformazione, opuscoli, volantini e manifesti, e ha sempre partecipato attivamente alle Conferenze di Lavoro organizzate regolarmente dal Soccorso Rosso Internazionale (SRI).
Una delle prime iniziative concrete realizzate dal SRI è stata una campagna di controinformazione, iniziata nel 2005, contro l’applicazione del regime di 41 bis nei confronti di alcuni rivoluzionari prigionieri delle BR-PCC, alla quale il CCCPSRI ha aderito, affiggendo un manifesto redatto dal SRI.
Il CCCPSRI, al fine di rendere più ampia e incisiva la propria attività, ha considerato che lo strumento più idoneo per fornire un importante e regolare contributo nel contesto dell’organizzazione della solidarietà di classe e internazionale fosse la pubblicazione di un bollettino con scadenza periodica chiamato Solidarietà; lungi dall’essere un organo di propaganda politica, la rivista Solidarietà, il cui primo numero è uscito nel 2007, ha voluto essere principalmente un ambito per dare voce al movimento di classe contro la repressione e il carcere e per favorire la solidarietà verso i rivoluzionari prigionieri.
A seguito dell’arresto di compagni/e nell’ambito dell’operazione “Tramonto”, avvenuta il 12 febbraio 2007, il lavoro del CCCPSRI si è incentrato principalmente sull’impegno a costruire nel modo più esteso ed efficace possibile la solidarietà a questi compagni/e, rivendicandone l’internità al movimento di classe, diffondendo le loro posizioni politiche e cercando nel contempo di contrastare il tentativo fatto dallo Stato e dagli apparati repressivi di isolare i compagni dalla Classe e di rompere il legame fra chi sta dietro le sbarre delle carceri imperialiste e chi lotta fuori.
Sono state organizzate e promosse iniziative in ambiti lavorativi, studenteschi e territoriali, sono stati prodotti materiali informativi e un video sulla vicenda repressiva. Inoltre, il CCCPSRI è stato invitato da organismi del SRI, in Germania (Stoccarda e Berlino), in Belgio (Bruxelles) e in Svizzera (Zurigo), a intervenire a conferenze e dibattiti incentrati sulla operazione “Tramonto” e sulla necessità di promuovere e attuare la solidarietà di classe ai compagni arrestati il 12/02/2007. Nel corso del processo riguardante l’operazione “Tramonto” il CCCPSRI, unitamente all’“Associazione Parenti Amici degli arrestati il 12/2/2007”, ha organizzato dei presidi all’esterno del tribunale con presenza militante in aula, con la partecipazione diretta di delegazioni internazionali del SRI.
Un'altra tappa importante dell’attività del CCCPSRI è stata l’organizzazione di una conferenza-dibattito sul “processo politico”, tenutasi a Milano il 26/27 giugno 2010, alla quale hanno partecipato attivamente diverse delegazioni del SRI. Lo scopo della conferenza è stato quello di promuovere un momento di confronto sul tema della repressione e del carcere, per valorizzare e attualizzare l’esperienza del Soccorso Rosso, ambito fondamentale per lo sviluppo del lavoro e dell’organizzazione della solidarietà di classe e del sostegno dei rivoluzionari prigionieri, e per affrontare e analizzare il comportamento da assumere di fronte ai tribunali borghesi, ancor più in una fase di grave crisi del capitalismo, che produce inevitabilmente sempre più repressione di classe.
Il lavoro del CCCPSRI si è sviluppato anche riguardo alla lotta specifica contro il carcere e le condizioni di detenzione di tutti i prigionieri. Il CCCPSRI ha partecipato e contribuito a varie iniziative effettuate dal movimento anticarcerario a sostegno delle lotte dei detenuti. È stato determinante il lavoro contro il regime di 41 bis e per promuovere la solidarietà nei confronti dei rivoluzionari prigionieri, con le due mobilitazioni del 3/6/2007 e del 18/6/2011 a L’Aquila, nella città e sotto il carcere. Al corteo del 18/6/2011 ha partecipato anche una delegazione internazionale del SRI.
A seguito del bilancio della manifestazione del 18/6/2011 è nata l’esigenza di costituire, a livello nazionale, un organismo stabile teso a dare un contributo, sia in termini di analisi che sul piano pratico, allo sviluppo e all’organizzazione della lotta contro la repressione, il carcere, la differenziazione e il 41 bis. L’organismo, denominato “Assemblea di Lotta - Uniti contro la Repressione”, ha promosso la solidarietà ai compagni processati nell’ambito della lotta contro il TAV, partecipando il 25/02/2012 con un proprio spezzone al corteo di 80.000 persone in Valsusa e ha sviluppato una campagna contro il 41 bis a sostegno dei detenuti, organizzando diversi dibattiti, producendo materiale di controinformazione e promuovendo una manifestazione a Parma nella città e sotto il carcere, il 25 maggio 2013, anche in solidarietà con un rivoluzionario prigioniero, lì detenuto in regime di 41 bis. L’ “Assemblea” attualmente prosegue il suo lavoro approfondendo le tematiche succitate e con l’intenzione di estendere la propria azione anche ad altri ambiti colpiti dalla repressione, come quelli dei lavoratori in lotta.

Nel quadro dell’attività decisa dalle Conferenze di Lavoro per la costruzione di un SRI, il CCCPSRI ha organizzato varie iniziative di solidarietà, a sostegno di Georges I. Abdallah nel 2007, dei rivoluzionari prigionieri turchi, ha inviato delle delegazioni ai processi contro i militanti inquisiti del SRI, in Svizzera e in Germania, e ha partecipato a Bruxelles alle manifestazioni indette a sostegno dei militanti del Soccorso Rosso belga colpiti dalla repressione. Il CCCPSRI ha aderito alle mobilitazioni indette dal SRI in solidarietà ai compagni anarchici Silvia, Billy e Costa, arrestati nel 2010, partecipando alla delegazione internazionale in occasione del loro processo, a Bellinzona. Inoltre, da fine 2012, il CCCPSRI ha aderito alle iniziative del SRI, concordate con alcuni organismi di solidarietà greci, che hanno visto come momenti principali l’invio di una delegazione internazionale al processo ad Atene contro l’organizzazione “Lotta Rivoluzionaria” e un ciclo di dibattiti con la partecipazione dei compagni greci dell’organismo “Assemblea per il caso di Lotta Rivoluzionaria”. Nel febbraio 2013, in seguito all’appello lanciato dal SRI, il CCCPSRI ha organizzato un presidio di fronte al Consolato di Francia a Milano, in solidarietà con il rivoluzionario prigioniero Georges I. Abdallah e con i prigionieri politici palestinesi.

Negli ultimi tempi, all’interno del CCCPSRI si è sviluppato un dibattito per fare un bilancio generale sull’attività, il ruolo e l’orientamento di un organismo come il Soccorso Rosso e sugli obiettivi che intende conseguire. In estrema sintesi, nel corso di questo dibattito sono emerse posizioni differenti che non hanno permesso un bilancio condiviso e di conseguenza la pianificazione dell’attività futura.
Da ciò è emersa la necessita di sciogliere l’Organismo.
Quanto successo costituisce sicuramente un segnale d’indebolimento al nostro interno, come parte del movimento di classe impegnato nel campo della solidarietà di classe e della lotta contro la repressione e il carcere, tanto più in una fase dove la repressione è sempre più pesante e dispiegata.
La posizione da noi sostenuta, oltre a rivendicare la validità del lavoro svolto sul piano nazionale, considera che la dimensione internazionale di un Soccorso Rosso, sia imprescindibile per contrastare le politiche repressive promosse e attuate in maniera coordinata dagli stati imperialisti. Noi valutiamo, nel complesso, positivamente quanto finora realizzato dal SRI, ribadendo la necessità di continuare a partecipare al progetto per la costruzione del Soccorso Rosso Internazionale per contribuire, attraverso il dibattito e la pratica, al suo sviluppo e alle sue prospettive. A tale proposito valorizziamo il lavoro svolto, ad esempio quello verso i rivoluzionari prigionieri di tutto il mondo, e pensiamo che vada proseguito, esteso e migliorato, al fine di sviluppare la solidarietà di classe e la crescita della coscienza di classe nella prospettiva rivoluzionaria. È fondamentale continuare il lavoro svolto dal SRI su alcuni punti:
far conoscere la storia delle organizzazioni rivoluzionarie dei vari paesi, la loro esperienza e pratica;
analizzare la strategia di controrivoluzione preventiva attuata dagli stati imperialisti e approfondire lo studio delle legislazioni in tema di repressione dei vari paesi, facendo conoscere le iniziative di lotta organizzate per contrastarle;
contro-informare sulle operazioni repressive nei vari paesi e divulgare i percorsi di lotta che si contrappongono ad esse;
rafforzare i legami fra i vari organismi del Soccorso Rosso Internazionale, approfondire il dibattito e dare impulso a iniziative comuni;
instaurare nuovi rapporti con altri organismi che operano nello stesso campo.

Rispetto al 2006, periodo in cui si è costituito l’organismo CCCPSRI, la situazione internazionale è caratterizzata da un ulteriore acuirsi della crisi del capitalismo, dalla tendenza alla guerra, cui fa seguito l’intensificarsi di una dura repressione che colpisce sia chi si organizza contro il sistema, sia i settori più combattivi delle masse popolari. In tal senso vogliamo sottolineare la necessità e l’attualità di un lavoro specifico nel campo della solidarietà di classe che non sia solo locale, ma che assuma una collocazione internazionale per contribuire maggiormente allo sviluppo della lotta del movimento di classe.
È nostra intenzione rimanere attivi all’interno del movimento di classe, sul terreno della lotta contro la repressione, contro il carcere e sul fronte della solidarietà di classe verso i rivoluzionari prigionieri, tutti campi d’intervento necessari per sostenere e favorire lo sviluppo di una coscienza di classe in un’ottica rivoluzionaria.

ottobre 2013
Collettivo contro la repressione per un Soccorso Rosso Internazionale
ccrsri1@gmail.com

Il Soccorso Rosso Internazionale e lo scioglimento del CCCPSRI
Introduzione Dopo lo scioglimento del CCCPSRI in Italia, alcuni compagni che erano allora in minoranza all’interno dell’ex CCCPSRI hanno messo in circolazione un testo di critica contro il SRI. La maggioranza dei vecchi membri del CCCPSRI, che restano nel processo di costruzione del Soccorso Rosso Internazionale (con il nuovo nome di Collettivo contro la repressione per un SRI), hanno anche loro espresso la propria opinione. Noi intendiamo intervenire in quanto Commissione per un SRI partendo dal punto di vista del progetto del SRI. La posizione di questi ex-CCCPSRI non è per noi una novità e, in pratica, si era tradotta in Italia nelle difficoltà di stabilire una piena e globale dialettica tra il lavoro nazionale e il processo di costruzione di un SRI. Perché il processo di costruzione del SRI e di strutture come la « Commissione per un SRI », la segreteria internazionale, le Conferenze internazionali di lavoro, o dei gruppi di lavoro, non possono avere un senso che nell’interazione con autentiche forze militanti nazionali. Senza questa interazione il lavoro internazionale perde le sue prerogative: esso può contribuire ad arricchire, qualificare, rafforzare questo lavoro militante nazionale ma non può adempiere la sua missione. E dietro la critica espressa si profila la figura di un pompiere-piromane.
Un processo di costruzione

Il progetto di costruzione di un SRI non è un semplice progetto di coordinamento, di uno scambio di informazioni e di mezzi.
Non si tratta di fare una campagna internazionale di agitazione e poi un’altra e quindi un’altra ancora.
Non si tratta semplicemente di « reagire » agli attacchi della contro-rivoluzione.
Il nostro processo è un processo di costruzione organizzativo e quindi lo sviluppo non deve essere solo quantitativo (accumulazione di forze) ma anche qualitativo (forze più unite che sappiano lavorare sempre meglio insieme).
E’ un progetto che mira a rafforzare l’unità.
In questa prospettiva non è sufficiente rendersi conto delle differenze tra le forze partecipanti (differenze politiche, ideologiche, organizzative, differenze derivanti dalla loro storia, dalla loro cultura politica nazionale, ecc.), ma è necessario elaborare delle analisi e dei metodi per rafforzare la nostra unità a partire da queste differenze, cercando ciò che può essere sintetizzato, unificato, avvicinato e cercando i mezzi per gestire le differenze non sanabili, in modo che queste non paralizzino il processo.
Il processo di costruzione di un SRI implica un pesante lavoro di analisi della realtà internazionale, delle realtà nazionali, delle realtà delle forze militanti, dei problemi specifici nell’ambito della dialettica lotta/repressione/resistenza alla repressione. Esso implica inoltre l’elaborazione di metodi che consentano a dei gruppi così diversi non solo di lavorare insieme, ma anche di migliorare il lavoro comune.

Sono state realizzate analisi su questioni per noi essenziali come la contro-rivoluzione contemporanea (strategie, leggi, apparecchiature, tecniche, ecc.) o come il processo politico (come condurlo in quanto accusati, come svolgere le campagne in quanto forze di appoggio, ecc.). Il fatto di avere prodotto insieme documenti approvati e condivisi (che sono poi stati tradotti ed ampiamente diffusi) da tutte le forze partecipanti è indiscutibilmente un segno dei progressi registrati in quanto alla nostra unità.

Potremmo difenderci esponendo in modo strettamente « militante » il nostro bilancio e invocare, per esempio, il grande successo delle campagne del SRI per Georges Abdallah o per Marco Camenisch, o il lavoro che è stato fatto relativamente alle tecniche di difesa e controllo dello spionaggio della polizia (analisi, formazione teorica e pratica), o le migliaia di manifesti, opuscoli, volantini distribuiti in tutta Europa, o alla eco che abbiamo dato alle parole dei prigionieri rivoluzionari.
Ma l’essenziale del lavoro internazionale, senza essere presuntuosi, non è visibile : consiste nel progresso dei metodi di « lavoro in comune » con sempre maggiore unità e coerenza.
Da questo punto di vista i tre esempi ricordati nel documento di critica, quello della campagna «detenzione di lunga durata », quello del bilancio della crisi del 2002 e quello della Conferenza di Milano, sono per noi illuminanti. E ricordandoli, coloro che ci criticano si pestano i piedi da soli.

Esempio 1. La campagna « detenzione di lunga durata »

La proposta di una campagna per la liberazione dei prigionieri rivoluzionari detenuti da molti anni era stata accettata con entusiasmo da tutti i gruppi partecipanti. Questo argomento consentiva infatti di stabilire quelle connessioni che sono la ragion d’essere del SRI :
- tra il particolare e il generale,
- tra il nazionale e l’internazionale,
- tra il fronte particolare della solidarietà con la lotta rivoluzionaria nel suo insieme.
In Italia sopravviene un problema : un importante gruppo di prigionieri rivoluzionari rifiuta questo argomento per questioni che riguardano la storia del movimento rivoluzionario in Italia e principalmente per il fatto che questo argomento (lottare contro la « detenzione di lunga durata ») era stato sino a quel momento monopolizzata dai liquidazionisti e dai dissociati. La posizione dei prigionieri era totalmente rispettabile, ma c’erano due modi di affrontare il problema :
- Rinunciare alla campagna in Italia perché non corrispondeva alla « realtà nazionale » ;
- Farne un’occasione di dibattito (a cominciare da un dibattito con i prigionieri).

Questo dibattito avrebbe potuto essere l’occasione per esporre una delle principali difficoltà della costruzione internazionale, ovvero alle differenze di realtà organizzative diverse e alle differenze delle realtà politiche (che tutti possono rapidamente comprendere) si aggiunsero differenze di culture politiche nazionali (più difficili da identificarsi perché si mascherano da categorie ideologiche). Questo dibattito avrebbe potuto essere l’occasione per esporre ai prigionieri che la reticenza a parlare di « detenzione di lunga durata » era propria dell’Italia, che ovunque nel mondo i rivoluzionari ne discutono su una base perfettamente rivoluzionaria e che il rifiuto dei prigionieri di affrontare questo argomento rivelava, forse, più la loro cultura politica che un’analisi specifica di ciò che sarebbe utile alla rivoluzione e ciò che serviva alla contro-rivoluzione.
Al limite non sarebbero stati importanti in un primo tempo i risultati (fare o non fare la campagna in Italia su questo argomento), ma forse sarebbe stato un passo in avanti tra rivoluzionari sulla comprensione delle mutue realtà e quindi sulla comprensione della realtà globale.
Ma l’interesse per questo dibattito sfugge a coloro che ritengono che l’internazionalismo sia un investimento cui rapportarsi a breve termine a livello militante nazionale, e non come una dimensione strategica della lotta rivoluzionaria..

Esempio 2 : Il bilancio della crisi del 2002

E’ degno di nota, a questo proposito, che, tra le critiche, figuri la pretesa mancanza di un bilancio della crisi del 2002. Ora, non solo questo bilancio esiste (è stato oggetto della assai lunga e dettagliata Risoluzione del 4 settembre 2006 della Commissione, pubblicato nel n°2 della nostra pubblicazione Solidarité internationale), ma inoltre questo bilancio ha esattamente evidenziato che la crisi della nostra dinamica non rivelava la debolezza del progetto del SRI (così come definito nella Piattaforma per un SRI del 2001), ma metteva in evidenza la mancanza di volontà politica di alcune forze al momento di applicare questi principi quando essi non erano direttamente utili ai loro immediati interessi politici. Nel 2002 alcune forze non volevano applicare la Piattaforma per un SRI del 2001 unicamente perché ciò non era funzionale al loro progetto organizzativo-nazionale-immediato e alle battaglie politiche che stavano conducendo contro altre tendenze rivoluzionarie. Il movimento rivoluzionario, e in particolare la corrente comunista, hanno una grande esperienza di interazione con le cosiddette organizzazioni « di fronte ». Spesso purtroppo questa grande esperienza viene ridotta all’ infiltrazione e alla strumentalizzazione di queste organizzazioni a favore del centro leninista, con la idea che non c’è niente da imparare dal lavoro “di fronte” e niente da rispettare salvo le apparenze.
Al contrario, il processo di costruzione del SRI riposa sulla tesi che un SRI che applica strettamente i propri principi (a cominciare dal rifiuto a lasciarsi strumentalizzare nelle lotte politiche interne al movimento rivoluzionario) è un qualcosa in più per tutte le componenti del movimento rivoluzionario. La sua importanza strategica per tutta la causa rivoluzionaria dipende dal fatto che il SRI non è asservito direttamente a questo o quel progetto politico particolare. La costruzione di un’organizzazione transnazionale di appoggio ai prigionieri rivoluzionari e di resistenza alla repressione non è una facciata o un pretesto : è una autentica necessità per il movimento rivoluzionario.
Ecco il bilancio della crisi del 2002, bilancio che è stato correttamente fatto e di cui gli autori della critica, molto sintomaticamente, non vogliono tener conto.

Esempio 3 : La Conferenza di Milano

E la stessa cosa per quanto riguarda l’esempio della Conferenza di Milano. L’incidente sopravvenuto nel giugno 2010 (una critica del delegato della Commissione al fatto che sia stato letto pubblicamente l’intervento di un prigioniero islamico) è certamente spiacevole ma non è che l’inizio di una lunga storia il cui bilancio finale è positivo.
L'incidente aveva mostrato l’esistenza di una sfumatura nella Piattaforma per un SRI del 2001. Piattaforma che diceva che era necessario appoggiare i prigionieri anti-imperialisti e non sostenere i prigionieri aderenti ad un progetto sociale reazionario. Ora, esistono dei prigionieri che appartengono contemporaneamente alle due categorie. L’incidente di Milano ha dato luogo a due lunghe discussioni. Una per determinare i metodi per gestire questo tipo di contraddizioni ed una seconda per rivedere la Piattaforma onde evitare che si riproponessero. In breve, siamo usciti dalla questione sorta a Milano migliorando la nostra unità e i nostri metodi di lavoro. Solo ignorando tutto questo lavoro e la sua importanza, solo subordinando tutto agli interessi organizzativi-nazionali- immediati l’incidente di Milano sembra « terribile ».

Fallimento dell'internazionalismo

In tutto il documento di critica è totalmente ignorato il nostro lavoro di qualificazione dell’unità, a cominciare dalle difficoltà incontrate. L’intero documento è caratterizzato da una strettezza di vedute organizzative-nazionali-immediate (flirtando con il puro tatticismo e il settarismo) e da un’incomprensione dei problemi e delle prospettive per la costruzione di un SRI.
Poiché questo lavoro di costruzione e di qualificazione non produce un « ritorno » immediato sull’investimento militante a livello nazionale, questa critica qualifica l’attività nazionale come di « sostanza » e di « vera lotta », mentre l’attività internazionale sarebbe di « apparenza » e « soggettiva ».
I risultati dell’attività militante nazionale sono più direttamente concreti rispetto ai risultati del lavoro di costruzione internazionale, ma il solo fatto di giudicarli con le stesse unità di misura evidenzia serie lacune nel loro concetto di internazionalismo.

Questa debolezza della prospettiva internazionalista non cade dal cielo ma è l’attributo classico di paesi che hanno una storia molto ricca e una altrettanto ricca attualità di lotta di classe e di lotta rivoluzionaria. Non ci meraviglia trovare questa debolezza dell’internazionalismo in grandi paesi dove, malgrado le buone intenzioni proclamate, il lavoro internazionalista è spesso stato limitato a giocare un ruolo minore e ciò per quasi tutte le correnti del movimento rivoluzionario.

Costruzione e continuità

Il processo di costruzione internazionale è lungo e laborioso. Non possiamo avanzare in questo processo se non con passi lenti e certi – cosa che facciamo dal 2001, e ancor di più dal 2005 con la realizzazione delle Conferenze internazionali di lavoro.
Ogni anno ha visto progredire l’unità e il forgiarsi e radicarsi di nuovi metodi di lavoro. E’ un lavoro che continueremo a fare, a dispetto di coloro che non ne vedono l’utilità (e che, effettivamente, fanno bene ad andarsene).
La nostra capacità di condurre, da anni, campagne internazionali efficaci, la resistenza di cui abbiamo dato prova, in molti paesi e in numerose occasioni, di fronte agli attacchi della polizia nonché i progressi concreti nell’unità tra le forze che partecipano al processo sono indicativi potenti che ci dicono che siamo sulla buona strada.

Costruire la solidarietà internazionale di classe !
Abbattere il capitalismo !

Commissione per un SRI (Bruxel-Zurigo)
28 novembre 2013

lunedì 3 marzo 2014

pc 3 marzo: LA SOLIDARIETA' DI CLASSE NON ALBERGA NELLA FIOM DI TORINO

La Fiom Torino rifiuta la solidarietà ai Notav arrestati
Durante lo svolgersi del congresso provinciale che si è tenuto in questi giorni a Torino, tre iscritti al sindacato dei metalmeccanici, hanno posto all'attenzione della dirigenza e degli altri iscritti un ordine del giorno che intendeva sollecitare una presa di posizione da parte del sindacato in solidarietà ai 4 compagni agli arresti dallo scorso 9 dicembre con la pesante accusa di "terrorismo".
L'ordine del giorno è stato respinto. Nella dichiarazione di voto contrario, il segretario provinciale torinese, Federico Bellono, ha sostenuto "che non si può sostenere che si aderisce a tutte le iniziative in anticipo, e che non si può far finta di non vedere che nel movimento no tav ci siano frange che ….”.
Il problema vero era la critica alla Magistratura - peraltro non citata nel documento -  o meglio la non critica e presa di distanza esplicita dalle azioni "non legali" al cantiere. Del resto, sembra difficile pretendere un piccolo sforzo in più da parte di un sindacato che ha costruito tutta la sua azione vertenziale sul ricorso ai tribunali... con i risultati che tutti abbiamo sotto gli occhi: un Marchionne che continua a fare e disfare come e quanto vuole, una perdita di potere del Lavoro di fronte al Capitale, l'accorrere di Landini alla corte di Renzi e ora la "scoperta" che l'accordo siglato dalla Camusso chiude ogni possibilità di reale opposizione alle scelte di Confndustria e del padronato.
Troppo tardi...
(Come si può notare qui sotto, il documento era molto tranquillo e sostenibile anche da un sindacato che non ha certo mai brillato per "estremismo").  


pc 2 marzo: LA LOTTA PER IL LAVORO ASSEDIA I PALAZZI - Pozzuoli

Pozzuoli. Lavoratori Lsu in rivolta. Assalto al Comune
Tornano sul piede di guerra gli oltre duecento lavoratori socialmente utili di Pozzuoli. Oggi i lavoratori hanno fatto irruzione nella palazzina 7 dove c’è il sindaco e la segreteria generale, devastando suppellettili e rovesciando i cassonetti della differenziata.
Gli Lsu, impegnati nel settore comunale della Nettezza urbana, hanno forzato il blocco del drappello di polizia municipale al pianterreno e hanno invaso la palazzina del complesso municipale di Toiano. Chiedono un incontro urgente con l’amministrazione comunale per definire il piano di stabilizzazione e i nuovi progetti relativi alla gara di gestione pluriennale del servizio di raccolta dei rifiuti. Oltre a rivendicare il pagamento di una serie di spettanze: dagli straordinari al salario accessorio.
La sede comunale è stata devastata, con calci e pugni nelle porte, mentre sul posto è arrivata poco fa anche una pattuglia del locale commissariato di polizia di Stato
All’esterno della struttura comunale sono stati collocati striscioni e bandiere sindacali. "Siamo in stato di agitazione e chiediamo da tempo un incontro con il sindaco, ma finora nessuno ci ha voluti incontrare – dice Pasquale Elemento, uno dei rappresentanti sindacali degli Lsu di Pozzuoli – Attendiamo risposte e nel frattempo restiamo in assemblea permanente".
 da contropiano

domenica 2 marzo 2014

pc 2 marzo: UNA PRESA DI POSIZIONE CONTRO LO SCIOVINISMO INTORNO AI DUE "MARO'"!

I due “maro”: “eroi” o assassini?
  • Sabato, 01 Marzo 2014 08:22
  • Comitato Difesa Sociale Cesena
La morte dei due pescatori indiani oscurata dalla propaganda sciovinista

Continua da mesi una campagna mediatica martellante nel nostro paese sul “ritorno” dei due “marò” sotto processo in India per aver fucilato due pescatori. E’ impressionante l’uso strumentale di questa vicenda da parte dello Stato e dei vari governi italiani in carica, che hanno sfoderato una nauseabonda retorica sciovinista e razzista, degna del ventennio fascista. Strumentale perché è evidente la funzione di “arma di distrazione di massa” in un momento di crisi con milioni di disoccupati, centinaia di lavoratori licenziati e salari da fame; razzista perché l’omicidio di due indiani, poveri e dalla pelle scura, viene trattato come un fatto quasi irrilevante. Per il quale si rivendica una sorta d’impunità per i due marò in quanto militari NATO come se questa fosse una associazione di filantropi benefattori! Impunità molto in voga anche in Italia per chi indossa una divisa… I due “eroici” marò hanno sparato e ucciso 2 poveretti che probabilmente per guadagnare l’equivalente di una mensilità percepita dai miliari italiani in missione all’estero avrebbero dovuto lavorare almeno 10 anni in mezzo al mare con la loro bettola galleggiante…. Cosa ci sia di eroico e di “senso del dovere” qualcuno dovrebbe spiegarcelo. Come se non bastasse, per anni governi e media ci hanno trifolato i coglioni sulla “professionalità” dei militari italiani , sull’equipaggiamento moderno (con i binocoli in dotazione sulle armi si possono contare i peli del naso di una persona a 2 km di distanza). E i nostri eroi non si sono accorti da 200 metri e dall’alto di una petroliera che queste persone erano pescatori ? Se non c’è dolo, allora c’è negligenza e incapacità e portano comunque il peso morale e materiale, insieme ai loro superiori, di aver stroncato 2 vite umane !
Perché stupirsi allora dell’atteggiamento dell’India? Il Governo indiano, notoriamente amico delle multinazionali occidentali e dei loro Stati, fra cui l’Italia, usa questa vicenda allo stesso modo, ma in direzione contraria, per ottenere il consenso interno: e di consenso interno a quanto pare ne ha altrettanto bisogno quanto i governi italiani, perché è noto che i governi e il sistema giudiziario dell’India non sono mai stati particolarmente sensibili tanto della vita quanto della salute di contadini e operai che quotidianamente vengono uccisi o arrestati quando ledono, con scioperi e proteste, gli interessi degli investitori dei paesi “democratici”. Una realtà che ovviamente non ha mai scandalizzato Napolitano nè le cancellerie occidentali, nè provocato interventi”umanitari” della Nato. Anzi è sempre stata descritta come una garanzia di straordinarie opportunità per fare profitti…. Da tempo ci hanno abituato al fatto che militari italiani, dietro il pretesto di missioni “umanitarie”, si rendano responsabili della morte di civili inermi. Si cominciò con la Somalia negli anni ’90, con decine di Somali ammazzati e torturati dagli eroi della Folgore; poi i bombardamenti su obiettivi civili in Yugoslavia da parte dell’aviazione italiana; poi l ‘Iraq, i bombardamenti aerei sulla Libia fino ad arrivare alle missioni “anti-pirateria”, sempre a carico dei contribuenti italiani, per difendere gli interessi privati di poveri petrolieri miliardari vessati da feroci pirati. E a proposito di pirateria nell’Oceano indiano: non sono pirati paesi come Francia . Italia, GB, Giappone, India, che hanno trasformato questo mare in una discarica di rifiuti altamente tossici e radioattivi? Non sono pirati le loro flotte da pesca intensiva che hanno fatto scomparire i pesci rovinando la vita di milioni di pescatori artigianali che vivono in loco? E non parliamo poi delle petroliere…Ma questo è il senso della “legalità” internazionale. Nonostante tutto non auguriamo il carcere ai due sprovveduti fucilatori marò che sicuramente non si sono mai interessati di geo-politica e quindi speravano di farla franca, non sapendo che stavano pestando i piedi a una delle maggiori potenze economiche e militari emergenti del pianeta: per loro 10 anni di lavori socialmente utili in un orfanotrofio di Calcutta sarebbero una straordinaria opportunità per capire che esiste una umanità che soffre, condannata senza appello anche da quelli che loro difendono coi loro fucili di “precisione”, e che merita molto di più di essere inquadrata dal mirino come fossero trofei di una battuta di caccia.
Comitato Difesa Sociale Cesena

difesasociale@libero.it FB Comitato Difesa Sociale


pc 2 marzo - In memoria del Compagno Kardam Bhatt, dirigente maoista indiano e artista rivoluzionario



comunicato del CC PCI(M-L) Naxalbari
In memoria del compagno Kardam Bhatt
Il 2 febbraio il compagno Kardam Bhatt (Vikas) è morto di attacco di cuore. He was 62 years old. Lascia moglie e tre figlie.
Kardam, allora giovane laureato, fu uno dei dirigenti del movimento Nav Nirman, che nei primi anni 70 scosse il Gujarat. Sviluppatosi inizialmente contro l’aumento delle rette e altre questioni del genere, si estese presto in un movimento contro il carovita, la corruzione e il nepotismo che introdusse tutta una generazione di giovani e studenti alla politica e alle lotte sociale.
Gli interessi di Kardam si approfondirono nella consapevolezza dell’antipopolarità del sistema sociale in  quanto tale e diventò marxista e presto fu attratto dalla sua punta avanzata, il maoismo. Dopo la revoca dello stato di emergenza, insieme ad altri compagni, entrò in contatto col Comitato di Riorganizzazione del PCI (M-L) [poi denominato CRC PCI(M-L)] e divento un rivoluzionario di professione. Divenne membro degli organismi superiori e segretario del Comitato dello Stato, fino allo scioglimento del partito, nel 1991.
Con l’aiuto, fino alla sua morte, del suo stretto compagno Aswin Desai, Kardam fondò la rivista 'Mukti Jung', la cui pubblicazione, fino alla chiusura nel 1984, ebbe un ruolo importante nella diffusione del messaggio maoista in tutto il Gujarat. Il comitato dello Stato del CRC, PCI (M-L) diretto da Kardam era attivo tra gli operai di fabbrica, sulle questioni dei dalit e delle donne. Kardam era un bravo cantante e drammaturgo e applicò creativamente queste sue doti al lavoro politico. Sono molte le occasioni in cui le sue versioni di canzoni rivoluzionarie Bhojpuri di Gorakh Pandey come 'Hillele Jagh Jor Duniya' (Il mondo è in fermento) o 'Bol Mere Sathi Halla Bol' (Vieni compagno, iniziamo l’attacco) hanno incitato e temprato lo spirito delle masse in lotta. Kardam ebbe un ruolo molto importante nel gruppo di agitazione inviato dal CRC, PCI (M-L) a Bhopal all’indomani del massacro della Union Carbide nel 1984 e vi trascorse alcuni mesi per costruire il movimento contro la Union Carbide. In seguito ebbe un ruolo nello sciopero nelle miniere di diamante del 1990 a Mumbai.
Kardam fu uno dei principali artefici del gruppo di studio formato dal CRC, PCI (M-L) col compito preparare una risoluzione sui contributi del compagno B. R. Ambedkar. In questo periodo sviluppò con determinazione la sua concezione anti-braminica e ne approfondì la consapevolezza. In particolare, intraprese uno studio critico esaustivo dell’estetica braminica, con la critica del Bharatha Natya Shastra, con cui dimostrò abilmente che il vero principio che informava il Bharatha era l’assimilazione e repressione esercitata dal bramanesimo e che tutte le forme di arte che si dicevano essere state originate dalle divinità braminiche, in realtà nascevano da forme popolari emerse su basi completamente opposte.
Questo studio gli servì quando andò in Kerala, dove partecipò e diresse lo sviluppo del dramma 'Shambookan', incorporandovi forme popolari. Era un esperimento di teatro unico. Per realizzare il progetto, visse in una colonia dalit per quasi un anno. Ideazione, scrittura, drammatizzazione e recitazione furono plasmate attraverso la viva interazione, vivendo e lavorando insieme. Ma a quel tempo la direzione del CRC aveva già iniziato mostrare apertamente la sua deriva liquidazionista. Kardam fu tra quelli che vi si oppose e per questo fu oggetto di isolamento e calunnia, che gli provocarono profonde ferite. Lo scioglimento definitivo nel 1991 del CRC,PCI(M-L) diede il colpo finale al suo progetto e quel lavoro, che aveva un grande potenziale per inaugurare una nuova tendenza dovette essere abbandonata. Kardam tornò in Gujarat, profondamente rammaricato per aver dovuto abbandonare quello che era il progetto della sua vita.
In Gujarat allora non c’era più un partito organizzato con lui, ma non si perse mai d’animo. Si impegnò nelle questioni locali e strinse contatti con tutti i movimenti di opposizione in Gujarat. Così fino alla fine. Fu in prima linea ne movimenti di opinione contro gli attacchi genocidi ai musulmani nel 2000 e nella resistenza contro la fascistizzazione braminica. Quando i maoisti che si erano opposti alla liquidazione del CRC si unirono per formare il Centro di Unità Maoista, PCI (M-L), Kardam era con loro e contribuì al bilancio critico del CRC. In seguito si ritirò dal lavoro attivo di partito ma rimase simpatizzante del PCI (M-L) NAXALBARI. Nel momento più difficile, sotto l’attacco dello stato, si fece Avanti con coraggio per aiutare e si assunse il compito di tenere i contatti con i compagni in prigione. Continuò così ad aiutare il movimento maoista al meglio delle sue possibilità.
Kardam Bhatt era molte cose. Una persona meravigliosa ci ha lasciato. Vive nella memoria di un artista rivoluzionario creativo, un nemico implacabile della reazione instancabilmente al servizio del popolo, un combattente di strada, organizzatore e propagandista, un compagno caloroso nella cura degli altri, un marito, padre e amico amorevole.

Central Organising Committee,
Communist Party of India (Marxist-Leninist) NAXALBARI
February 28. 2014

pc 2 marzo - IL CORTEO NOMUOS ROMPE TUTTI I DIVIETI E ARRIVA ALLE PARABOLE







Combattere contro il Muos per combattere
contro la strategia della guerra imperialista della distruzione dell'ambiente e delle persone e combattere contro la repressione
scatenata da tutti i governi contro chiunque provi a ribellarsi ai loro piani.


Nel contesto attuale della ennesima profondissima crisi da sovrapproduzione dell'imperialismo, che i governi, i padroni e i loro scribacchini chiamano "crisi economica", ma che invece è l'ennesima prova della crisi intrinseca di un sistema sociale che distrugge esseri umani e beni materiali, la necessità della guerra si fa sempre più pressante per i padroni del mondo: i miliardi di profitti fatti sfruttando in maniera selvaggia le lavoratrici e i lavoratori di tutto il mondo vengono spesi in macchine di morte e nella preparazione di nuove guerre per fare "ripartire l'economia"!


Questa è la sostanza della necessità degli Usa e del governo imperialista italiano di installare al centro del Mediterraneo questo strumento di morte, imponendo nei fatti un moderno fascismo che passa sopra ad ogni diritto, anzi pretendendo che le masse popolari direttamente interessate dicano di sì e basta! come se fosse normale accettare macchine che producono malattie, che producono morte e distruzione, come se fosse normale accettare di essere presi in giro con le parole e le "analisi scientifiche" dei loro "centri di ricerca". E Operazione Ninfea (come riporta un articolo del Corriere della Sera) è il nome che questi centri hanno dato alla strategia americana che si sviluppa anche attraverso l'installazione del Muos, al centro del Mediterraneo, per contrastare la conquista dell'Africa da parte di altri paesi (Cina e i "paesi emergenti", Francia ecc.) con la scusa del controllo delle "aree di crisi" (cioè petrolio e materie prime) e cioè di tutti i paesi arabi, spesso con la scusa degli "aiuti umanitari"!
Ma proprio le lotte delle masse popolari che sono partite da questi paesi dimostrano, invece, ogni volta, che là dove c'è oppressione, c'è resistenza e non c'è ambito della vita che non venga toccato, dal lavoro alla salute…


Nel nostro paese, dalla lotta contro il TAV in Val Susa a quella contro il Muos a Niscemi, passando per le tante altre lotte sparse su tutto il territorio, dalla Sardegna alla Puglia, si deve rinnovare la capacità di contrastare i piani di distruzione dei governi imperialisti, perché i diritti si conquistano con la lotta e con la lotta si devono difendere; perché sono le masse che fanno la storia!


Organizziamoci per spazzare via questo sistema di morte!


Circolo proletari comunisti Palermo – prolcompa@libero.it – 338.7708110

fip 28.2.14